Ceará entra no returno com risco de queda acima de 60% e situação acende alerta
O Ceará inicia o segundo turno da Série B do Campeonato Brasileiro de 2026…
O Ceará inicia o segundo turno da Série B do Campeonato Brasileiro de 2026 cercado por pressão e com um dado que aumenta a preocupação da torcida. De acordo com levantamento do Gato Mestre, em parceria com o economista Bruno Imaizumi, o Alvinegro possui 62,25% de risco de rebaixamento para a Série C.
O percentual coloca o Vozão como o terceiro clube mais ameaçado da competição, atrás apenas de América-MG e Ponte Preta, que aparecem em situações praticamente irreversíveis nas simulações. Apesar do cenário delicado, a distância do Ceará para o primeiro time fora da zona de rebaixamento é de apenas um ponto, o que mantém aberta a possibilidade de reação.
Os cálculos foram realizados a partir de 10 mil simulações para cada partida restante do campeonato, considerando o desempenho recente das equipes, a classificação, a sequência de adversários e os mandos de campo.

Ceará tem risco elevado, mas distância para sair do Z-4 é pequena
Ao fim das 19 rodadas do primeiro turno, o Ceará aparece dentro da zona de rebaixamento e com uma das campanhas mais decepcionantes da competição. O clube entrou na Série B como um dos candidatos ao acesso, mas os resultados ruins fizeram a equipe mudar completamente de objetivo. Neste momento, a principal missão do Alvinegro é evitar a queda para a terceira divisão.
Com 62,25% de risco de rebaixamento, o Ceará está em uma condição mais grave do que Londrina, Avaí e Cuiabá, outros concorrentes diretos na parte inferior da tabela. O Londrina aparece com 39,09% de possibilidade de queda, enquanto o Avaí tem 38,78%. Já o Cuiabá possui risco de 21,37%.
Ainda assim, a situação do Vozão é diferente das enfrentadas por América-MG e Ponte Preta. As duas equipes somaram apenas oito pontos no primeiro turno e apresentam, respectivamente, 99,99% e 99,93% de chance de rebaixamento.
O Ceará, por outro lado, está somente um ponto atrás do primeiro clube fora do Z-4. Dessa maneira, uma sequência positiva no início do returno pode alterar rapidamente as probabilidades e permitir que o Alvinegro deixe a zona de queda.
Chances de acesso do Ceará são praticamente nulas
O novo regulamento da Série B prevê o acesso direto apenas para os dois primeiros colocados. As equipes que terminarem entre a terceira e a sexta posições disputarão playoffs em jogos de ida e volta, com os confrontos entre terceiro e sexto e entre quarto e quinto colocados.
Para o Ceará, porém, a possibilidade de participar da disputa pelo acesso aparece como extremamente remota após a campanha do primeiro turno. Segundo as simulações, o Alvinegro possui apenas 0,02% de chance de terminar entre os dois primeiros colocados e garantir o acesso direto. A probabilidade de encerrar a competição entre a terceira e a sexta posições é de somente 0,34%.
Na prática, os números indicam que o clube precisa concentrar seus esforços na permanência. Para voltar a sonhar com uma vaga nos playoffs, o Ceará teria de apresentar uma arrancada fora do padrão no segundo turno, além de depender de uma combinação de resultados dos adversários que estão à frente.
O contraste é grande com a situação dos líderes. O Criciúma, primeiro colocado com 39 pontos, possui 72,12% de chance de garantir o acesso direto e 96,38% de possibilidade de terminar pelo menos entre os seis melhores.
O Operário-PR aparece logo atrás, com 38,64% de probabilidade de subir diretamente, enquanto Juventude, Novorizontino, Fortaleza e Vila Nova também ocupam posições favoráveis na luta pelo acesso.
Returno pode mudar cenário do Vozão
Embora o percentual de rebaixamento seja elevado, as probabilidades não representam uma sentença definitiva. Elas refletem o desempenho apresentado até o fim do primeiro turno e podem sofrer mudanças rodada após rodada.
A proximidade em relação aos times que estão fora do Z-4 é o principal ponto de esperança do Ceará. Uma vitória pode ser suficiente para retirar o clube da zona de rebaixamento, dependendo dos demais resultados, além de reduzir o risco apontado pelas simulações.
Para isso, o time comandado por Daniel Paulista precisará corrigir problemas que marcaram a primeira metade da Série B, como a baixa produção ofensiva, a dificuldade de controlar os jogos e a falta de regularidade.
O segundo turno será decisivo para o futuro esportivo do Ceará. Depois de iniciar a temporada mirando uma possível volta à elite, o clube chega à metade da competição diante de uma realidade diferente: afastar o risco de rebaixamento e reconstruir a confiança da torcida antes que a situação fique ainda mais difícil.

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