Ídolo do Ceará lembra como recusou Flamengo e Palmeiras pelo Vozão
Ídolo do Ceará, o ex-atacante revelou bastidores de quando recusou os gigantes brasileiros para…

Um dos maiores ídolos da história do Ceará, Mota revelou bastidores de uma decisão que marcou sua relação com o clube. Em entrevista à Jovem Pan News, o ex-atacante contou que recebeu propostas financeiramente superiores de Flamengo e Palmeiras, mas recusou as possibilidades para defender novamente o Vozão em 2012. Torcedor alvinegro, ele também abriu mão da continuidade no futebol sul-coreano naquele período.
Segundo Mota, seu empresário apresentou as possibilidades de Flamengo e Palmeiras, mas sua primeira reação foi perguntar pelo Vozão. Como o Alvinegro não tinha condições de igualar os valores oferecidos pelos dois clubes, o atacante aceitou permanecer pelo que já recebia em Porangabuçu.
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Mota conta como recusou Flamengo e Palmeiras pelo Ceará
Ao recordar as negociações, o ex-jogador detalhou a conversa com seu empresário e revelou que entrou em contato com Evandro Leitão, então presidente do Ceará, para viabilizar sua permanência.
“Tive proposta do Flamengo, tive proposta do Palmeiras. No mesmo ano tinha essas duas propostas e como antigamente a gente fazia só contrato de ano em ano – hoje o pessoal chega e faz contrato de três anos, que eu não concordo, eu acho que você tem que ser de ano em ano para você mostrar e ter aquela coisa de ter que trabalhar para renovar. – E eu tive essas duas propostas e meu empresário me achou, né? Quando eu de férias era difícil me achar. Mas, me achou e disse, ó, tá aqui, ó. Palmeiras e Flamengo, escolhe. Eu disse: ‘Cadê a do Ceará?'”
Mota afirmou que não exigiu que o Vozão cobrisse as ofertas recebidas. Segundo o ídolo, bastava uma proposta do clube para que a decisão fosse tomada.
“Aí a gente ligou, na época, para o presidente e o presidente (disse): ‘Não, a gente não tem como igualar essa proposta’. Aí eu disse: ‘Cara, me façam uma proposta. Não estou pedindo pra igualar, não. ‘Não, a gente só pode pagar o que a gente lhe paga. Isso aí é proposta? É, então tá fechado’. Aí fiquei no Ceará”.
Possibilidade de defender a Coreia também ficou para trás
A escolha pelo Ceará envolveu ainda outro caminho que poderia ter mudado a carreira de Mota. O ex-atacante atuava no Pohang Steelers e afirmou que existia a possibilidade de continuar no país e, eventualmente, defender a seleção sul-coreana.
Mota retornou ao Brasil depois do rebaixamento alvinegro em 2011. Conforme seu relato, ele procurou Evandro Leitão e colocou o retorno a Porangabuçu como prioridade, mesmo tendo possibilidade de permanecer por mais anos na Coreia do Sul.
“Na verdade, eu sempre coloquei o Ceará sempre à frente, sabe? Eu voltei da Coreia em 2012 porque o Ceará caiu em 2011. E aí tava uma pressão danada. Eu liguei pro Evandro (Leitão) e disse assim: ‘Se quiser me anunciar aí, eu tinha uma proposta mais de anos anos lá para continuar na Coreia’.”
O ex-atacante também relatou que havia conversas sobre uma possível naturalização que poderia colocá-lo no caminho da seleção daquele país, embora tenha ressaltado que não é possível saber se a possibilidade realmente se concretizaria.
“Teria até a possibilidade de jogar uma Copa do Mundo aqui no Brasil, aquela de 2014 se eu tivesse continuado. Porque existia essas especulações lá. (…) Se fosse acontecer ou não, ninguém vai saber, né? Mas, existia essa possibilidade, mas, quando o Ceará caiu eu vim de férias e não renovei lá e aí falei pra voltar pro Ceará”, finalizou.
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