O Ceará saiu do primeiro Clássico-Rei da temporada com a sensação de que poderia ter ido além. Com mais opções no plantel do que o rival, o Vozão tomou a iniciativa das ações ofensivas e tentou ditar o ritmo do jogo desde o apito inicial. No entanto, esbarrou em um Fortaleza bem postado defensivamente e não conseguiu transformar volume em efetividade.
Ceará fica no empate com o Fortaleza na última rodada da 2ª fase do Estadual

Faltou criatividade, agressividade e objetividade no momento de cada tomada de decisão. O desempenho de Fernandinho e Lucca voltou a acender o alerta no ataque. Ambos seguem muito abaixo do que se espera em 2026, com pouca participação decisiva e baixo impacto. As atuações escancararam a necessidade de reforços para o setor ofensivo e de um cuidado maior da comissão técnica na construção desse sistema. Sem eficiência no último terço final, o Ceará irá seguir deixando pontos pelo caminho.
A ausência de Matheus Araújo também foi sentida. O camisa 8 oferece uma dinâmica que o Ceará simplesmente não conseguiu reproduzir contra o Fortaleza no meio-campo e na transição ofensiva. Sua capacidade de acelerar o jogo, quebrar linhas e aparecer como elemento surpresa poderia ter sido decisiva em um Clássico-Rei tão “truncado”. Sem o artilheiro, o time ficou mais previsível e pouco criativo.
Por outro lado, Rafael Ramos e Fernando merecem destaque. Os dois anularam os alas do rival e fizeram as suas melhores partidas pelo Ceará em 2026, dando segurança defensiva e consistência ao modelo de jogo. No final das contas, o tabu foi mantido: o Mais Querido encerrou a segunda fase do “Manjadinho” invicto, com a melhor campanha da competição, e segue sem saber o que é perder para o Fortaleza desde 2023.
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